terça-feira, 10 de janeiro de 2012

A Eucaristia, renovação não cruenta do sacrifício da cruz

Jesus Cristo ofereceu a Deus Pai o sacrifício de sua própria vida morrendo na cruz. Foi um autêntico sacrifício com o qual nos redimiu de nossos pecados, superando todas as ofensas que a humanidade tenha feito ou poderia fazer, porque seu sacrifício na cruz é de valor infinito. Mas, ainda que o valor do sacrifício de Cristo tenha sido infinito e único, o Senhor quis que se perpetuasse -se fizesse presente- para aplicar os méritos da redenção; por isso, antes de morrer, consagrou o pão e o vinho e ordenou aos Apóstolos: "Fazei isto em memória de mim". Desta maneira, os fez sacerdotes do Novo Testamento para que, com seu poder e em sua pessoa, oferecessem continuamente a Deus o sacrifício visível da Igreja. Jesus Cristo instituiu a Missa não para perpetuar a Ceia, mas sim o sacrifício da cruz. Assim, a Missa renova de forma não cruenta (sem outro derramamento do sangue de Cristo) o mesmo sacrifício do Calvário; e a Eucaristia é igualmente, sacrifício da Igreja, pois, sendo a Igreja o Corpo de Cristo, participa da oferenda de sua Cabeça, que é Cristo.
fonte catecismo da igreja

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A Eucaristia na nossa vida cristã

No mistério eucarístico, como memorial do Mistério pascal, radicam-se as atitudes cristãs fundamentais que a mensagem evangélica nos apresenta: conversão, comunhão, caridade, reconciliação, fé pascal, amor fraterno e esperança eterna. Na acção sacramental encontram-se todas as dimensões que a Igreja aprendeu de Cristo. A Eucaristia é lugar de evangelização a três níveis: na caminhada que a ela conduz, na preparação da celebração e na expressividade da própria celebração. Somos chamados a viver em Eucaristia, para a Eucaristia e da Eucaristia.
A Eucaristia é Pão para o mundo novo: mais justo, mais fraterno, mais pacífico, mais segundo o coração de Jesus e de Maria. A Eucaristia é Pão para ajudar os homens a crescer na santidade de vida; para fazer nascer, naqueles que o recebem, um coração novo capaz de amar à semelhança do próprio Jesus. A Eucaristia é pão que nos alimenta, que nos há-de transformar n’aquele que recebemos; por isso, a Eucaristia é escola contínua de caridade, de dom, de serviço, de entrega.
Na Eucaristia proclamamos, vivemos, e celebramos a nossa fé em Deus, revelando em Jesus Cristo e na sua Palavra viva e eficaz. A Eucaristia é sinal e fonte da Aliança dos crentes entre si com Deus Pai e com todos os homens.
A Eucaristia é o acontecimento central na história da humanidade. Somos convidados a testemunhar com mais vigor a presença de Deus no mundo.
A Eucaristia, ao mesmo tempo que actualiza o passado, projecta-nos para o futuro da última vinda de Cristo, no final da História. É centro, a fonte de toda a vida cristã, n’ela está contido todo o tesouro espiritual da Igreja; é o sacramento da aproximação de Deus com o homem; e da descida de Deus até ao homem, que entrou na história da humanidade. Diz-nos Jesus: “Não há maior prova de amor do que dar a vida pelos amigos” (Jo 15,13). A Eucaristia é o sinal definitivo da Nova e Eterna Aliança de Deus com o homem.

Recordando a instituição da Eucaristia na Última Ceia do Senhor, somos convidados a dar particular importância ao Domingo e à Eucaristia Dominical. O Domingo é um dia especial para os cristãos, é um dia de festa por ser o dia do Senhor ressuscitado e do dom do Espírito Santo. A centralidade do Domingo, da vivência da Eucaristia Dominical na vida cristã torna-o também dia da Igreja.
A Eucaristia é fermento de um mundo novo, é o verdadeiro coração do Domingo, como meta da caminhada da semana; é fonte de coragem para o imprevisto de situações. Não basta ir à Missa é também necessário animar-se interiormente e contribuir para a festa do encontro. A Eucaristia instituída à mesa, na Última Ceia do Senhor, é proximidade e encontro, diálogo e comunhão fraterna. Tudo, na nossa vida, deve conduzir a um verdadeiro encontro de irmãos para que aconteça, para que exista realmente, encontro com Deus.
Fr. José Carlos Vaz Lucas, o. p.

domingo, 8 de janeiro de 2012

Minha carne é verdadeira comida e meu sangue é verdadeira bebida.(jo 6,52-59)

O cristianismo é antes de tudo um dom: Deus se doa para nós. Deus sempre dá, sempre nos precede. Isto vemos claramente ao nos aprofundarmos no texto da Sagrada Escritura. Na linguagem bíblica a palavra “corpo” não faz referência a uma parte do ser, com essa palavra se designa a pessoa inteira. Portanto, o Evangelho nos diz que Jesus quer nos dar toda a sua vida. Ele se doa completamente a cada um. Assim, pois, o centro de nossa vida cristã é a Eucaristia. Jesus espera que nós correspondamos a ele da mesma maneira. Quer que lhe ofereçamos tudo o que somos: nossos talentos, nosso amor, nossa saúde, nossas grandezas e limitações, nossas dores, fracassos, tudo aquilo que nos alegra e tudo aquilo que nos mortifica. Cada Celebração Eucarística é uma oportunidade para receber o amor de Jesus, mas também para oferecer-lhe toda nossa vida. Ao sairmos da Missa devemos, portanto, fazer o mesmo que Jesus. Temos de estar dispostos a nos entregarmos pelos demais e nos esforçarmos para oferecer nossa “carne” e nosso “sangue”, quer dizer, tudo o que somos, nosso tempo, nossas forças, nossa compreensão, paciência, generosidade, como o fez Jesus.
Pensemos que está em nossas mãos levar adiante o Reino de Cristo, está em nossas mãos que muitos outros sejam apóstolos de Cristo. Mas para dar a Cristo, precisa-se levá-lo lá dentro, é necessário alimentar-se de seu Corpo e de seu Sangue. O verdadeiro zelo apostólico se alimenta na Eucaristia!
Praticar o serviço aos demais, a exemplo de Cristo.
Obrigado Senhor pelo dom de teu Corpo e de teu Sangue. Só um amor tão grande como o teu poderia encontrar o modo de ficar conosco, para estar ao nosso lado, para nos acompanhar, para alimentar nossa alma e fortalecer nossas fraquezas. Senhor, concede-me que assim como a Eucaristia é o centro da vida da Igreja, seja também o centro de minha vida.
 Claudio Tadeu Parpinelli

sábado, 7 de janeiro de 2012

EUCARISTIA MINHA VIDA

Quando eu estou na fila da comunhão eu fico pensando , puxa, Jesus está logo ali, Ele está me atraindo para si, Ele quer compartilhar comigo Sua vida, seu corpo e seu sangue, verdadeira comida e bebida. Ele me atrai, saí do meu lugar, estou aqui no meio dessa gente toda que procura o Senhor onde ele se deixa encontrar , na partilha do pão .
Ele e o Pai me pedem, abra sua porta que entraremos e cearemos contigo. E lá vou eu, feliz da vida por me aproximar do meu Senhor que nos deixou este tesouro que nem a traça nem a ferrugem destroem. E finalmente chega a hora, o padre levanta a hóstia para mim e me diz: o Corpo de Cristo. Momento único, a criatura diante do criador, a miséria humana diante do divino, uma ponte se estabelece, um mero mortal e o Deus infinito a terra se une ao céu e Deus vem e faz Sua morada dentro de nós. E então eu lembro de S. Paulo dizendo quem comer e beber deste pão e deste vinho sem distinguir o corpo e o sangue de Nosso Senhor, come e bebe sua própria condenação.
Mas eu lembro mais ainda do próprio Senhor dizendo Tomai e comei, ISTO É o meu corpo e o meu sangue , fazei isto para celebrar minha memória. Momento sublime, e eu agradeço muito a Deus por me ter dado esta graça. Eu entendo naquele instante que Jesus é o meu salvador porque Ele se doa a mim para que eu o reparta com meu irmão que sofre.
Ai, é so sair da igreja, e abraçar o primeiro irmão e sentir nele a imensa misericórdia de Deus, que nos amou com um amor até a morte, e morte de cruz. Mas que ressuscitou e se faz presente naquela pequena hóstia, que , de repente tem o tamanho do mundo.
claudio tadeu parpinelli

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A acção de graças e de louvor ao Pai

9. Na memória da Igreja, ao centro da celebração eucarística encontram-se as palavras da presença de Jesus no meio de nós. “Isto é o meu corpo, […] este é cálice do meu sangue”. Jesus oferece-Se como sacrifício verdadeiro e definitivo, onde se realizam todas as figuras do Antigo Testamento. N’Ele se recebe o que fora sempre desejado e nunca conseguido.
Mas Jesus, à luz da profecia (cf. Is 53, 11s.), sofre pela multidão e mostra que n’Ele se realiza o verdadeiro sacrifício e o verdadeiro culto esperados. É Ele mesmo que está diante de Deus; que intercede, não por Si mas por todos. Esta intercessão é o verdadeiro sacrifício, a oração, a celebração agradecida a Deus, em que restituímos nós próprios e o mundo. A Eucaristia é, portanto, sacrifício a Deus em Jesus Cristo, para receber em domo o seu amor.
10. Jesus Cristo é o Vivente e encontra-Se na glória, no santuário do céu, onde entrou graças ao seu sangue (cf. Heb 9, 12). Encontra-se no estado imutável e eterno de sumo sacerdote (cf. Heb 8, 1-2); “tem um sacerdócio que não terá fim” (Heb 7, 24s); oferece-Se ao Pai e, pelos méritos infinitos da sua vida terrena, continua a irradiar a redenção do homem e do cosmo, que n’Ele se transforma e se recapitula (cf. Ef 1, 10). Tudo isto significa que o Filho Jesus Cristo é mediador da nova aliança para os que foram chamados à herança eterna (cf. Heb 9, 15). O seu sacrifício dura eternamente no Espírito Santo, que recorda à Igreja tudo o que o Senhor realizou como sumo e eterno sacerdote (cf. Jo 14, 26; 16, 12-15). São João Crisóstomo observa que o verdadeiro celebrante da divina Liturgia é Cristo: Aquele que celebrou a Eucaristia “naquela ceia, realiza também hoje o mesmo milagre. Nós possuímos a ordem de ministros, mas é Ele que santifica e transforma a oferta”.[17] Portanto, “não se trata de uma imagem ou de uma figura de sacrifício, mas de um sacrifício verdadeiro”.[18]
Deus dignou-Se aceitar a imolação do Filho como vítima pelo pecado, e a Igreja reza para que o sacrifício sirva para salvação do mundo. Existe uma identidade plena entre sacrifício e renovação sacramental instituída na Ceia que Cristo                                                           SÍNODO DOS BISPOS
XI ASSEMBLEIA GERAL ORDINÁRIA

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Ele se dá como alimento na Eucaristia.

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele. (Jo 6, 56)


1 - Coração Eucarístico de Jesus, fonte de toda consolação.
Quando temos alguma aflição procuramos alguém para conversar. Têm-se um amigo, uma amiga, procuramos para conversar a respeito do drama que estamos vivendo naquele momento.

Poder falar com este amigo, exprimir-lhe os sentimentos de dor, de preocupação, de aflição que levamos dentro de nós; a pessoa sente um alívio. Sobretudo se o amigo entende o que se está dizendo.

Acontece que nós temos na Eucaristia um amigo com A maiúsculo, é o Amigo por excelência. Nosso Senhor Jesus Cristo está na Eucaristia desejoso de salvar-nos, de ser nosso bom confidente; o Médico divino que quer curar as nossas dores, aliviar as aflições.

2. Ele se dá como alimento na Eucaristia.
Ele é o amigo que está no tabernáculo, Ele é o amigo que estará nos altares, na celebração eucarística, com o qual nós podemos abrir a alma e colocarmo-nos inteiramente nas mãos dEle. Mas Ele deixou-se a Si mesmo como alimento; não é pouca coisa!

Pensar que Ele criou o homem de tal forma que tem necessidade de comer: café da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar; tem que comer todos os dias, não pode deixar de comer senão morre! Por que criou-nos com essa necessidade? Com vistas à em determinado momento deixar-Se como alimento nosso... Qualquer alimento que eu tomo, este é digerido pelo meu organismo; eu aproveito desse alimento o que é útil para a minha saúde, o meu sangue, os meus músculos, meu desenvolvimento físico. Portanto, o alimento se transforma em mim. Mas na Eucaristia se passa um fenômeno bem diferente e oposto a este:

Quando eu tenho um copo de um bom e puro álcool e tomo uma gota de essência de primeiríssima categoria, e coloco neste copo, a gota é menos do que o copo de álcool; entretanto, o álcool deixa de ser álcool para se transformar em perfume. Ora, eu quando comungo, por ser Nosso Senhor Jesus Cristo que está ali em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, ao invés de eu transformá-Lo em mim, o que se passa é uma coisa bem oposta: é que Jesus Cristo, sendo Deus e Homem verdadeiro, é Ele Quem me assume, é Ele Quem nos transforma. É o que nos ensinam Santo Alberto Magno, Santo Efrém, e vários outros santos. Dado que a substância dEle, sendo tão superior a nós, é Ele Quem nos assume, é Ele quem nos transforma, É por isso que Ele nos diz:

Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em Mim e Eu nele.
(Jo 6, 56)

claudio tadeu parpinelli - fonte arautos do evangelho 

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Eucaristia - Natal Eucarístico


O Natal Eucarístico
Por Pe. Júlio Maria de Lombaerde
 O Natal é essencialmente uma festa Eucarística.

Neste dia o povo cristão apresenta-se diante do presépio, onde é representada a cena inolvidável de Belém, experimenta nesta vista, até sem o querer, sentimentos de admiração e de ternura: é a lembrança do menino Deus, de Deus feito criancinha… deitado ali na pobreza mais completa, no mais total abandono.
Cada Tabernáculo é um novo presépio, onde nasce o Salvador, na mesma pobreza, envolto em paninhos e deitado numa manjedoura, onde Ele quer ser tomado pela comunhão.
Belém e o Tabernáculo
Se a luz da fé não nos iluminasse, quem seria capaz de reconhecer no menino de Belém o Criador do universo, Aquele que governa o mundo, preside os destinos da criação, o Senhor do paraíso?
No paraíso Ele está sentado num trono de glória e de grandeza suprema. Em Belém está reclinado no presépio humilde e de desprezo. No paraíso, resplandece de majestade. Em Belém está envolto em faixas infantis. No paraíso é infinitamente feliz na contemplação e no amor na sua essência. Em Belém está sujeito aos sofrimentos, derramando lágrimas entre rangidos de dor.
E quem obrigou o Deus infinito se abaixar do paraíso, nesse pobre presépio?
Foi o amor (Jo 3,16). É a única palavra que explica o presépio, calvário e o tabernáculo. Não procuremos outra explicação: tudo está aí! Deus amou tanto o homem, que se fez criança para acariciá-lo! Que se fez vítima para salvá-lo! Que se fez pão para ser alimento.
É o amor de Deus pelos homens que o tornou pobre, aniquilado, sujeito aos sofrimentos, para que sua pobreza enriquecesse a nossa vida – para que as humilhações nos merecessem a glória celeste, – para que os seus sofrimentos fossem a nossa felicidade.
É por isso que os anjos anunciam a paz, quando o Senhor do universo está reclinado num presépio de animais. A paz, de fato, não está na grandeza, na glória; mas sim na humildade… ela habita a choupana do pobre, e muitas vezes foge do palácio dos ricos.
Jesus nasceu na pobreza, morrerá na pobreza e continuará a sua vida eucarística na pobreza de nossos tabernáculos e na pobreza extrema de nossos corações. Notemos que há aqui uma sucessão, divinamente preparada… para evitar transições chocantes, que repugnariam a majestade divina e a nossa confiança em Deus.
O termo da encarnação é a Eucaristia, ou melhor, é o coração do homem que Jesus Cristo quer conquistar, e no qual quer fixar a sua morada. Ora, o coração do homem é tão estreito, tão mesquinho, tão pobre, tão manchado que se fica tomado de pavor estudando-lhe as aspirações e as tendências. É neste coração, entretanto que Jesus quer morar.
Agora, meçam a distancia entre o esplendor da glória celeste… e o abismo frio do coração humano.
Deus não pode descer diretamente, é preciso que Ele deponha um por um, os raios da sua glória, até poder entrar neste coração.
É o que Ele fez para a encarnação. Despe-se do aparato de sua Divindade: E ei-lo sob as aparências de uma criancinha. Despe-se de sua glória: E ei-lo reclinado numa pobre manjedoura.
Mais tarde despir-se-á de sua dignidade, será pregado na cruz como malfeitor. Despir-se-á, enfim, até da aparência humana, velando-se pelas aparências de um pouco de pão.
Estas próprias aparências de pão, serão destruídas pela manducação, e Ele, o grande Deus, o grande Glorioso, espiritual, entrará diretamente em contato com nosso coração… sem intermediário: coração a coração.
Que maravilha admirável! Só Deus pode imaginar e realizar tais maravilhas: Belém e o tabernáculo.
Manjedoura Celeste
Agora, compreendemos melhor a relação íntima que há entre Belém e o Tabernáculo; este último é o prolongamento da primeira.
Belém significa: casa de pão, foi ali que se preparou o pão vivo, o pão descido do céu, que está depositado na Eucaristia.
Jesus escolheu Belém para berço, porque devia permanecer na Eucaristia, como alimento de nossa vida.
Em Belém, Ele se mostrou pequeno; na Eucaristia ele se mostra aniquilado. Em Belém, Ele escondia a sua divindade; na Eucaristia Ele esconde divindade e humanidade. Em Belém eram pobres faixas que envolviam o seu corpo; na Eucaristia são as espécies de pão que nos encobrem os encantos de sua beleza. Em Belém, estava reclinado num miserável presépio; na Eucaristia está num Tabernáculo não menos pobre. Em Belém encontrará alívio de seus sofrimentos no amor de sua mãe, de seu pai adotivo, dos inocentes pastores, na Eucaristia recebe as afrontas e os desprezos de seus próprios irmãos.
Mas quem vos obrigou, ó grande Deus, a esconder-vos na Eucaristia?
É a mesma resposta: seu amor para conosco!
Desejava unir-se intimamente ao nosso coração, e para realizar este desejo, escondeu sob espécies de pão, a grandeza da sua divindade e a glória de sua humanidade.
Mas, examinemos de mais perto o Tabernáculo. Em Belém, Jesus podia ter tido um pequeno berço, uma rede, como usam os orientais; podia, sim, mas não convinha.
Belém é a casa do pão. O pão é um alimento; é preciso, pois, depositá-lo num receptáculo de alimento: e este receptáculo é a manjedoura, na qual se costuma depositar milho, farelo, farinha… para alimentar os animais.
Jesus querendo ser alimento, devia ser depositado numa manjedoura.
A Eucaristia continua o seu estado. Ele é o nosso alimento. O Tabernáculo pelas suas dimensões estreitas, é a continuação e o prolongamento da manjedoura.
Ele está ali deitado sobre os alvos paninhos do altar, esperando a visita dos pastores e dos magos, dos pobres e dos ricos, por eles representados.
Em Belém, Jesus estava reclinado numa manjedoura terrestre, porque era Deus feito homem. Na Eucaristia, ele está reclinado numa manjedoura celeste, porque é Deus-homem feito pão celeste.
Pão celeste, pão do céu, pão dos anjos, pão divino reclinado na manjedoura celeste da Eucaristia, Ele aspira a descer no coração de seus filhos, como em Belém, ele aspirava a ser acalentado nos braços da virgem pura, de José, dos pastores e dos magos.
Concluindo
Ó presépio de Belém, lembrai-me o presépio da eucaristia.
Neste dia que festejamos Deus feito homem, lembremo-nos do Deus homem feito pão.
Não se limite a nossa vista à parte exterior, material, deste dia abençoado, mas penetremos nos desígnios de Deus, e depois de ter adorado o grande Deus, feito criança… aproximemo-nos da mesa sagrada, para aí receber a criança feita pão para nossas vidas.
É o mesmo Jesus! Ele começou a sua carreira no presépio de Belém… mas quer terminá-la no presépio de nosso coração.
Em Belém, Ele veio para amar; na Eucaristia Ele está para alimentar. Em Belém, Ele veio trazer-nos o seu amor; na Eucaristia, Ele vem receber o nosso amor.
Cantemos, pois, alegres, com a Igreja: Quem não amará em retribuição aquele que tanto nos amou? Quem não receberá aquele que se faz alimento?
Quem não irá haurir a vida no coração daquele que vem trazer a vida e a felicidade?
Jesus do presépio, sede também o Jesus no nosso coração!
+ + +
Fonte: http://www.sociedadecatolica.com.br