quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos


Se fizessem com você o que fizeram com Eleazar: se você fosse apresentado diante de juízes para que negasse sua fé em Jesus Eucarístico e seus amigos, para livrar você da morte, apresentassem uma hóstia não consagrada… você estaria disposto a morrer pelo Senhor, para que nem mesmo se pudesse pensar que você estaria negando a sua fé na presença real de Jesus na Eucaristia?
Esteja certo, você não morreria por uma hóstia consagrada ou não, você morreria pela sua fé.
As primeiras comunidades eram sustentadas pela Eucaristia, por isso eram cristãos cheios de força e de coragem. Com fé e devoção participavam da celebração, sabendo que ali iriam receber o Senhor.
Nesses últimos tempos, o Senhor quer redespertar a nossa fé, porque precisamos, mais do que nunca, da Eucaristia.
Vivemos num mundo pagão, como naquela época, rodeados de uma moral totalmente pagã, longe de Deus, numa confusão terrível: agressão, violência, despudor, imoralidade corrupção…
Para nos manter como cristãos cheios de fé, que vivem o Evangelho e que marcham contra a correnteza, precisamos da Eucaristia.
Ser cristão hoje é ser mártir, mesmo que não derramemos o sangue, e morramos por Jesus.
Neste mundo totalmente contrário ao evangelho, estamos revivendo a fé dos mártires: a fortaleza dos primeiros cristãos.
É por isso que o Senhor quer nos fortalecer com o “pão dos fortes” com o pão dos mártires, o pão dos primeiros cristão: a Eucaristia.
Reafirme agora a sua fé:
Senhor, perdão por todos os meus pecados, e pelos pecados de toda a humanidade. Dá-nos a graça da conversão e mudança de vida. Dá-me o Teu Santo Espírito, para que a minha vida seja transformada. Coloca em mim o arrependimento dos meus pecados. Dá-me a contrição perfeita.
Sou pecador, mas digo: “meu Deus, eu creio, adoro, espero e amo-vos. Peço-vos perdão para todos os que não crêem, não adoram, não esperam e não vos amam”.
Obrigado porque estás presente na Eucaristia, e dali levantas a Tua súplica ao Pai, por mim. Obrigado porque pedes por todas as minhas necessidades, e colocas em meu coração amor ardente pela Tua presença real no Santíssimo Sacramento. Ofereço a minha vida, é tudo o que tenho, em troca do grande presente: Tu te dás a mim na Eucaristia.
Amém.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Força da Eucaristia

Cartas de um ex-prisioneiro no Vietnã revelam força da Eucaristia

Irmã do cardeal Van Thuân no encontro de Québec

ZENIT.org).- Muitos conhecem os escritos sobre a Eucaristia do cardeal Francis Xavier Nguyen Van Thuân (1928-2002), que passou longos anos nas prisões vietnamitas; mas os participantes do Congresso Eucarístico Internacional de Québec contaram com outra perspectiva.
Elizabeth Nguyen Thi Thu Hong, a irmã mais jovem do falecido cardeal, interveio no evento, que se encerra no domingo, para apresentar textos desconhecidos escritos na prisão.
Ela se dedicou a traduzir para o inglês e francês os escritos de seu irmão, em causa de beatificação, e as cartas que escreveu à sua família durante 13 anos nos presídios do Vietnã. Ele foi preso em 15 de agosto de 1975; nove de seus anos na prisão foram em regime de isolamento.
João Paulo II o nomearia depois presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz.
«Através de seus escritos, e especialmente através de sua correspondência desde a prisão, emerge um fato claro: a vida de Francis Xavier estava firmemente arraigada em uma extraordinária união com Deus vivo através da Eucaristia, sua única força – disse Elizabeth. Também foi para ele a mais bela oração, e o melhor modo de dar graças e cantar a glória de Deus.»
A irmã do cardeal afirmou que «a inquebrantável fé na eucaristia foi sempre a força e a guia de sua vida, a fortaleza e o alimento para seu longo trajeto no cativeiro».
«Sempre acabava suas cartas clandestinas a nossos pais com estas palavras: 'Queridos papai e mamãe, não pesai vossos corações com a tristeza. Vivo cada dia unido à Igreja universal e ao sacrifício de Jesus. Rezai para que tenha o valor e a fortaleza de manter sempre minha fé na Igreja e no Evangelho, e de fazer a vontade de Deus'.»
Elizabeth disse que o testemunho de um irmão «mostrou a todos nós que Cristo ofereceu seu sacrifício com imenso fervor, na hora de sua paixão e crucifixão, quando obedeceu ao Pai; e isso, inclusive até o ponto de sua morte humilhante na cruz para devolver ao Pai uma humanidade redimida e uma criação purificada».
«Na prisão, com o Jesus Eucarístico no meio deles – acrescentou –, prisioneiros cristãos e não-cristãos lentamente receberam a graça de compreender que cada momento presente de suas vidas, nas mais inumanas condições, podia unir-se ao supremo sacrifício de Jesus e elevar-se como ato de solene adoração a Deus Pai.»
«Francis Xavier devia recordar para si mesmo e animar cada um a rezar: 'Senhor, concedei-nos que possamos oferecer o sacrifício Eucarístico com amor, que aceitemos carregar a cruz, e pregados nela proclamemos vossa glória, para servir nossos irmãos e irmã'.
Elizabeth concluiu suas reflexões com pensamentos escritos por seu irmão na festa do Santo Rosário, em 7 de outubro de 1976, na prisão de Phu-Khanh, durante seu confinamento solitário.
«Estou feliz aqui, nesta cela, onde os fungos crescem em meu estrado de dormir, porque vós estais comigo, porque desejais que eu viva aqui convosco. Falei muito em minha vida: agora não falarei mais. É vossa vez de falar-me, Jesus: eu vos escuto», escrevia o futuro cardeal.
«Cada vez que leio isso, posso imaginar meu irmão, sentado em sua cela escura, frente ao vazio completo, mas sorrindo amavelmente como sempre fazia, inclusive durante seus últimos dias, e apertando amorosamente o bolso de sua jaqueta. onde o Senhor do céu habitava.»
«Que este antigo prisioneiro que experimentou a harmonia do céu, o amor e a vida em plenitude na desolação de sua cela, continue guiando-nos para que possamos ser como os discípulos de Emaús, que rogaram 'Senhor, ficai conosco e alimentai-nos com vosso corpo'.»

fonte Zenit.org
QUÉBEC, sexta-feira, 20 de junho de 2008 (

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

EUCARISTIA FONTE DE CURA

Se queres ser uma pessoa curada, você precisa ter uma alma eucarística, e para ter uma alma eucarística é preciso participar da Missa todos os dias. A Eucaristia é o extremo do amor de Deus. Em cada missa, em cada adoração, saiba que aí está a maior manifestação de Deus, um Deus que se abaixa e se dá de alimento as suas criaturas.
Diante de Jesus Eucarístico, tenha a postura de João, de reclinar nos ombros de Jesus. Que a Eucaristia seja o seu lugar de repouso. Quantas curas através da Eucaristia, como cura de câncer e de outras doenças.
Não podemos acostumar com o mistério, precisamos cuidar de Jesus Eucarístico. Cada Missa precisa ser participada como a primeira e a única. Não perca as graças da Eucaristia. Que a Eucaristia seja o sol da sua vida. Imagine o mundo sem o sol, você sem Jesus é como o mundo sem o sol.
A quinta-feira sempre nos recorda momentos únicos e preciosos da vida de Jesus. Foi nesse dia que aconteceu a traição de Judas, aquele a quem o Senhor amou profundamente e o escolheu como amigo; e a noite do Horto das Oliveiras, na qual Jesus na solidão deu Sua decisão única à vontade do Pai.
Vejamos a Carta aos Efésios 2, 4-5: “Mas Deus, que é rico em misericórdia, impulsionado pelo grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos em conseqüência de nossos pecados, deu-nos a vida juntamente com Cristo – é por graça que fostes salvos!?”
Jesus nos ama e nos convida verdadeiramente a tomarmos a decisão de corrermos ao sacramento da confissão e curar a nossa alma de toda a ferida, de toda a dor. Cristo é a encarnação da misericórdia do Pai. Esse amor que não tem fim é o Filho.
O Ato Penitencial o leva a renovar todo o seu desejo de Deus. Renda-se! Viva-o mais intensamente na Santa Missa. Deus quer pegar a miséria do seu coração. Se você pode ir à Santa Missa todos os dias, corra para ela!
Deus abençoe você!!!

Claudio tadeu parpinelli

domingo, 29 de janeiro de 2012

Eucaristia da Ressurreição

“É preciso anunciar que Cristo está vivo”
1. A ressurreição é, humanamente, uma verdade exigente. A morte física tem todo o aspeto de um fim. Acreditar na ressurreição significa dar um sentido novo à morte, considerá-la não como o termo da vida, mas uma passagem em ordem a outra etapa da vida.
Um texto da Liturgia afirma: “para os que creem em vós, Senhor, a vida não acaba, apenas se transforma”[Prefácio dos Defuntos I]. Hoje há muitas pessoas que já não acreditam na vida depois da morte. Mas na perspetiva cristã não basta aceitar uma qualquer forma de continuidade da vida. Trata-se de acreditar que Cristo venceu a morte, ressuscitou dos mortos, e ressuscitar-nos-á com Ele. A nossa fé na vida, depois da morte, é a certeza da nossa ressurreição, como Cristo ressuscitou. É por isso que é urgente, na nova evangelização, anunciar aos homens de hoje que Cristo está vivo, venceu a morte, porque Deus O ressuscitou dos mortos.
Acreditar na ressurreição de Cristo sempre foi exigente. É o âmago da fé cristã, que muda tudo na compreensão da vida. Apesar de Jesus, sempre que falou da sua morte, ter anunciado a sua ressurreição, mesmo para os seus discípulos foi difícil acreditar que Ele estava vivo. Não acreditaram no testemunho das mulheres a quem Jesus ressuscitado tinha aparecido (cf. Lc. 24,9-11); São Tomé não aceita o testemunho dos outros apóstolos a quem O ressuscitado se manifestara (cf. Jo. 20,24ss). Mesmo no momento da última aparição, antes da sua Ascensão aos Céus, em que Jesus explicita a sua missão universal, se o conjunto se prostra diante d’Ele, São Mateus tem a sinceridade de reconhecer que alguns ainda duvidavam (cf. Mt. 28,17).
No texto do Evangelho de São João que acabámos de escutar, Pedro e João confrontam-se com o túmulo vazio. São João confessa: “entrou também o outro discípulo que chegara primeiro ao sepulcro: viu e acreditou. Na verdade, ainda não tinham entendido a Escritura, segundo a qual Jesus devia ressuscitar dos mortos” (Jo. 20,9).
2. O túmulo vazio era apenas um sinal de que algo de extraordinário tinha acontecido. O verdadeiro fundamento da fé na ressurreição é o encontro com o ressuscitado. E Jesus aparece, convive, esforça-Se por lhes mostrar que é Ele mesmo. E são esses que fizeram a experiência viva do encontro com Cristo ressuscitado que vão testemunhar que Ele está vivo. O texto dos Atos dos Apóstolos, proclamado nesta celebração, diz mesmo que Jesus apareceu àqueles que, previamente, tinha escolhido para darem testemunho. “Deus ressuscitou-O ao terceiro dia e permitiu-Lhe manifestar-se, não a todo o Povo, mas às testemunhas de antemão designadas por Deus, a nós que comemos e bebemos com Ele depois de ter ressuscitado dos mortos” (Act. 10,40-41). No caso da vocação de Paulo, a quem Jesus aparece na Estrada de Damasco, é claro que Cristo ressuscitado lhe aparece, porque o escolheu como testemunha da sua ressurreição. Deus diz a Ananias: vai ter como ele, “porque este homem é um instrumento de minha escolha para levar o meu nome aos pagãos” (Act. 9,15).
Este é o dinamismo constitutivo da Igreja. Aceitar a ressurreição de Cristo não é fruto de uma demonstração, mas do testemunho vivo de quem encontrou o ressuscitado. E tem sido assim ao longo de 2000 anos. Acreditar no testemunho de quem acredita porque experimentou, embora o não possa provar. E Jesus elogia aqueles que acreditaram só pelo testemunho. A São Tomé observa: “Porque me viste, acreditaste. Bem-aventurados aqueles que acreditarão sem terem visto” (Jo. 20,29).
Este testemunho é, antes de mais, o da Igreja, a quem o Senhor fez sempre sentir a sua presença, sobretudo através da sua Palavra e da Eucaristia. A fé na ressurreição de Cristo é



a fé da Igreja. A nova evangelização precisa de testemunhos, que tenham experimentado, na fé, a presença viva de Cristo vivo. Hoje glorioso no céu, Cristo ressuscitado está vivo na Igreja e continua a percorrer os caminhos do mundo à procura de corações que O recebam e se abram ao seu amor. Como no princípio, esses são certamente aqueles que, de antemão, Ele escolheu para darem testemunho.
3. A fé em Cristo ressuscitado muda completamente a nossa vida. É que Ele não é apenas um morto que, por milagre, regressou á vida, como aconteceu a Lázaro, ao filho da viúva de Naim ou à filha de Jairo. N’Ele irrompeu a “nova vida”, que rasga horizontes novos para a vida humana. Esta diferença, manifesta-a o Senhor quando nos comunica o Espírito Santo, amor que tudo transforma. No ressuscitado inaugurou-se, já neste mundo, a “vida eterna”, para Ele e para nós. Para São Paulo isso é claro: uma revolução na compreensão da vida começou. “Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde está Cristo, sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às coisas da terra. Porque vós morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus” (Col. 3,1-4). Afeiçoar-se às coisas do alto não significa desprezar as realidades de todos os dias. Significa poder vivê-las com coragem, com esperança, dando-lhes o valor que têm, não as considerar definitivas. Na dureza ou na beleza da vida deste mundo, encontrar a força que nos faz desejar as realidades definitivas.
Celebramos esta Páscoa num momento duro para muitos portugueses. Se acreditarmos que Cristo está vivo, teremos força para tudo superar, as dificuldades não nos impedem de desejar, e o Espírito Santo dar-nos-á força para lutar e a coragem de esperar. O amor dos irmãos, que é caridade, tem de ser o grande testemunho de que vivemos este momento com o Senhor vivo, na certeza de que Ele está connosco.
Sé Patriarcal, 24 de abril de 2011
D. José Policarpo, Cardeal-Patriarca

sábado, 28 de janeiro de 2012

Na Eucaristia está presente o mesmo Jesus Cristo

Ainda que a fé da Igreja tenha sido sempre a mesma, a doutrina foi-se desenvolvendo e o Concílio de Trento afirma que na Santíssima Eucaristia estão contidos verdadeira, real e substancialmente o corpo e o sangue junto com a alma e a divindade de nosso Senhor Jesus Cristo, e, por conseqüência, Cristo inteiro. É o que se conhece como presença real de Cristo no sacramento da Eucaristia. Chama-se real não a título exclusivo, como se as outras presenças não fossem reais, mas por excelência, porque é substancial e por ela Cristo, Deus e homem, se faz totalmente presente, como explica Paulo VI. Esta luz que arde dia e noite junto ao Sacrário nos recorda que Jesus está ali, realmente presente.
transubstanciação
Ante a realidade sobrenatural do mistério eucarístico -a presença real de Cristo sob os véus do pão e do vinho- é inevitável a pergunta: O que aconteceu? Porque antes era pão e vinho, e quando o sacerdote diz: "Isto é o meu corpo", "Este é o cálice do meu sangue", aquilo é o Corpo e o Sangue de Cristo. É o que nos diz a fé, e a palavra de Deus não pode falhar. Efetivamente, pelo poder divino outorgado ao sacerdote produziu-se uma mudança, uma conversão - e conversão de substâncias, porque as aparências externas não mudaram -, razão pela que, o que era substância de pão se converteu na substância de Cristo, no Corpo de Cristo e o que era substância de vinho se converteu na substância de Cristo, no Sangue de Cristo. Esta admirável e singular conversão é o que se conhece com o nome de transubstanciação, ou mudança de substância. É um mistério excepcional que a razão humana não tem condições de compreender, mas que Deus pode realizar por meio de seu ministro, o sacerdote.

Os cristãos devem manifestar fé e amor para com a Eucaristia
Os Apóstolos receberam um encargo do Senhor: "Fazei isto em memória de mim" (Lucas 22,19), e a Igreja não cessou mais de realizar estas palavras na celebração litúrgica, que não é uma mera recordação, mas atualização real do memorial de Cristo: de sua vida, de sua morte, de sua ressurreição e de sua intercessão mediadora junto ao Pai, que se realiza na Eucaristia. Desde meados do século II, e segundo o relato do mártir São Justino, temos atestadas as grandes linhas da celebração eucarística, que permaneceram invariáveis até os nossos dias.
Claudio tadeu parpinelli

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

A Eucaristia na Igreja hoje (enquanto Sacrifício)

Eucaristia: É... ou representa Jesus ?

A Eucaristia é "Fonte de toda a vida cristã" A palavra Eucaristia vem do grego Eucharistein que quer dizer "Dar Graças a Deus", c.f. Lc 22,19: "E tomou um pão, deu graças, partiu e distribuiu-o a eles, dizendo: ‘Isto é o meu corpo...". Este texto lembra as bênçãos judaicas que proclamam, sobretudo durante a refeição, as obras de Deus: a Criação, a Redenção e a Santificação.

É o sacrifício e Sacramento da nova lei, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, no qual sob as espécies de "pão e vinho", está presente e vivo, e o fruto é recebido. Enquanto Sacrifício a Eucaristia é chamada "Missa", enquanto Sacramento é chamada "Sagrada Comunhão" ou "Santíssimo Sacramento". A Eucaristia, quer como Sacrifício quer como Sacramento, é o centro de toda a vida e de todo o culto cristão, porque leva o homem a Deus e traz Deus ao homem.

O Sacrifício foi instituído por Cristo para que, segundo suas palavras, fosse perpetuado pelos séculos, até a sua volta (c.f. I Cor 11, 23-26). "Os sacerdotes reapresentam e aplicam no sacrifício da Missa, o Sacrifício de Cristo, que como hóstia imaculada se ofereceu ao Pai." (c.f. Lumen Gentium).

É necessário portanto que estejamos puros de alma para que, como visto acima, sirvamos atentemos a Eucaristia como celebração. É impressionante que todas as orações se dirijam não a Cristo mas, através dele, ao Pai. Se tivermos que destacar um ponto culminante na Celebração enquanto tal, sem dúvida esse ponto seria na Doxologia: "Por cristo, Com Cristo e em Cristo". E a história humana poderá encerrar-se quando o cristo da páscoa houver reunido em si todos os homens. "Deus será tudo em todos".(c.f. I Cor 15, 28).
ao Deus Vivo e festejemos a festa da vida eterna.

D.Estevan Bitancourt

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

O BANQUETE NUPCIAL

1382. A Missa é, ao mesmo tempo e inseparavelmente, o memorial sacrificial em que se perpetua o sacrifício da cruz e o banquete sagrado da comunhão do corpo e sangue do Senhor. Mas a celebração do sacrifício eucarístico está toda orientada para a união íntima dos fiéis com Cristo pela comunhão. Comungar é receber o próprio Cristo, que Se ofereceu por nós.
1383. O altar, à volta do qual a Igreja se reúne na celebração da Eucaristia, representa os dois aspectos dum mesmo mistério: o altar do sacrifício e a mesa do Senhor, e isto tanto mais que o altar cristão é o símbolo do próprio Cristo, presente no meio da assembleia dos seus fiéis, ao mesmo tempo como vítima oferecida para a nossa reconciliação e como alimento celeste que se nos dá. «Com efeito, o que é o altar de Cristo senão a imagem do corpo de Cristo?» – pergunta Santo Ambrósio (216); e noutro passo: «O altar representa o corpo [de Cristo], e o corpo de Cristo está sobre o altar» (217). A liturgia exprime esta unidade do sacrifício e da comunhão em numerosas orações. Assim, a Igreja de Roma reza na sua anáfora:
«Humildemente Vos suplicamos, Deus todo-poderoso, que esta nossa oferenda seja apresentada pelo vosso santo Anjo no altar celeste, diante da vossa divina majestade, para que todos nós, participando deste altar pela comunhão do santíssimo corpo e sangue do vosso Filho, alcancemos a plenitude das bênçãos e graças do céu»» (218)
«TOMAI TODOS E COMEI»: A COMUNHÃO
1384. O Senhor dirige-nos um convite insistente a que O recebamos no sacramento da Eucaristia: «Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós» (Jo 6, 53).
1385. Para responder a este convite, devemos preparar-nos para este momento tão grande e santo. São Paulo exorta a um exame de consciência: «Quem comer o pão ou beber do cálice do Senhor indignamente será réu do corpo e do sangue do Senhor. Examine-se, pois, cada qual a si mesmo e então coma desse pão e beba deste cálice; pois quem come e bebe, sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe a própria condenação» (1Cor 11, 27-29). Aquele que tiver consciência dum pecado grave deve receber o sacramento da Reconciliação antes de se aproximar da Comunhão.
1386. Perante a grandeza deste sacramento, o fiel só pode retomar humildemente e com ardente fé a palavra do centurião (219) : «Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum, sed tantum dic verbum, et sanabitur anima mea – Senhor, eu não sou digno de que entreis em minha morada, mas dizei uma [só] palavra e serei salvo» (220). E na divina liturgia de São João Crisóstomo, os fiéis oram no mesmo Espírito:
«Faz-me comungar hoje, ó Filho de Deus, na tua ceia mística. Porque eu não revelarei o segredo aos teus inimigos, nem te darei o beijo de Judas. Mas, como o ladrão, eu te suplico: Lembra-Te de mim, Senhor, no teu Reino» (221).

Fonte – Catecismo da Igreja Catolica Apostolica Romana.